Bula Terbutil

Bula Klimavit
abril 29, 2017
Bula Duomet
abril 29, 2017

Apresentação de Terbutil

Solução injetável 0,5 mg/mL: embalagem contendo 50 ampolas de 1 mL.

Indicações de Terbutil

Terbutil é destinado ao tratamento da asma brônquica, bronquite crônica, enfisema e outras pneumopatias que apresentem broncoespasmo. Também é indicado como miorrelaxante uterino no manuseio do trabalho de parto prematuro não complicado.

Contra-indicações de Terbutil

Terbutil é contraindicado em pacientes com conhecida hipersensibilidade aos componentes da fórmula.
Gravidez e trabalho de parto
Terbutil é contraindicado em casos de infecção intrauterina, pré-eclâmpsia grave, placenta prévia, hemorragia pré-parto de qualquer etiologia, compressão do cordão umbilical ou qualquer outra condição da mãe ou do feto que contraindique o prolongamento da gravidez.

Interações medicamentosas de Terbutil

Betabloqueadores, especialmente os não seletivos, podem inibir parcial ou totalmente os efeitos dos agonistas beta. A solução injetável de sulfato de terbutalina não deve ser misturada com soluções alcalinas (pH > 7,0).
Hipocalemia (diminuição do potássio no sangue) pode resultar de terapia com agonistas beta-2, e pode ser potencializada com tratamento concomitante com derivados de xantina, esteroides e diuréticos.
Interação medicamento-medicamento
O uso concomitante de antagonistas do receptor beta-adrenérgico (p. ex.: atenolol, propranolol) e agonista beta-2 (terbutalina) pode causar broncoespasmo severo e diminuição da eficácia do agonista beta-2.
O uso concomitante ou com menos de 2 semanas de intervalo de inibidores da MAO (p. ex.: isocarboxazida, fenelzina) com terbutalina pode causar aumento no risco de efeitos adversos cardiovasculares. A furozalidona (inibidor da MAO) também pode causar emergência ou urgência hipertensiva.
A succinilcolina utilizada juntamente com a terbutalina pode causar aumento do bloqueio neuromuscular da succinilcolina. A combinação de teofilina e terbutalina ocasionalmente pode reduzir os níveis de teofilina.
Interferência em exames laboratoriais
Podem ocorrer hiperglicemia e hipocalemia.
O uso de terbutalina concomitantemente com iobeguano I 123 pode resultar em falso negativo em exames de imagem.

Efeitos Colaterais de Terbutil

A intensidade das reações adversas depende da dosagem e da via de administração. A titulação da dose final frequentemente reduz as reações adversas.
As reações adversas relatadas são todas características das aminas simpatomiméticas, como: tremor, nervosismo, palpitação, dor de cabeça, cãibras musculares; náusea ou boca seca; distúrbios do sono e de comportamento (p. ex.: agitação, hiperatividade e inquietação). A maioria desses efeitos, quando ocorrem, reverte espontaneamente dentro das duas primeiras semanas de tratamento.
Podem ocorrer efeitos adversos mais graves como: exantema e urticária; reação alérgica (coceira e urticária, inchaço nas mãos ou face, inchaço ou formigamento na boca ou garganta, sensação de aperto no peito, dificuldade ao respirar); dor no tórax com batimento cardíaco rápido, vibrante ou irregular; tontura, sonolência ou desmaio; dor, vermelhidão ou inchaço debaixo da pele onde a injeção foi administrada; convulsões.
Quando são usadas altas doses do medicamento durante o tratamento de parto prematuro, as mães diabéticas podem desenvolver hiperglicemia e acidose láctica. Nessas pacientes deve-se monitorar a glicose e o balanço acidobásico.
Altas doses de estimulante beta-2 podem causar hipocalemia como resultado da redistribuição de potássio, mas geralmente não necessita de tratamento.
Foram relatados casos de edema pulmonar com o tratamento de parto prematuro. Também foi descrito um aumento da tendência ao sangramento em cesarianas.
Em casos de eventos adversos, notifique ao Sistema de Notificações em Vigilância Sanitária – NOTIVISA, disponível em www.anvisa.gov.br/hotsite/notivisa/index.htm, ou para a Vigilância Sanitária Estadual ou Municipal.

Posologia de Terbutil

Terbutil pode ser utilizado por via subcutânea ou por infusão, conforme indicação terapêutica.
Via subcutânea
-Adultos: 0,5 mL a 1 mL por via subcutânea, até o máximo de quatro vezes ao dia.
-Crianças: ¼ a ½ da dose do adulto, a critério médico.
A dose de 0,5 mg não deverá ser excedida em um período de 4 horas.
-Trabalho de parto prematuro: as doses de Terbutil devem ser individualizadas, tomando-se em referência a supressão das contrações uterinas, aumento da frequência cardíaca e alterações na pressão sanguínea, que são fatores limitantes do uso de beta-2 estimulantes nesta indicação. Esses parâmetros deverão ser cuidadosamente controlados durante a administração do medicamento.
Via infusão
Diluir 5 mg (10 ampolas) em 1.000 mL de soro glicosado 5% (a solução preparada contém 5 mcg/mL) e administrar endovenosamente a uma velocidade de 20 a 30 gotas/ minuto.
A solução preparada deve ser utilizada dentro de 12 horas.
Terbutil não deve ser diluído em soluções alcalinas (pH > 7,0).
Solução salina deve ser evitada, pois pode aumentar o risco de edema pulmonar. Se a solução salina tiver que ser usada, o paciente deve ser cuidadosamente monitorado.
Terbutil pode ser adicionado a soluções de infusão em garrafas de vidro ou bolsas plásticas de PVC. Este medicamento deve ser administrado somente pela via recomendada para evitar riscos desnecessários.