Bula Ramipril

Bula Pegasys
abril 28, 2017
Bula Primaquina
abril 28, 2017

Apresentação de Ramipril

Comprimidos de 2,5 mg e 5,0 mg: embalagens com 30 ou 60 comprimidos.
USO ORAL
USO ADULTO
COMPOSIÇÃO
Cada comprimido de 2,5 mg contém:
Ramipril……………………………….2,5 mg
excipientes q.s.p…………………..1 comprimido
(hipromelose, lactose monoidratada, celulose microcristalina, óxido de ferro amarelo, estearilfumarato de sódio).
Cada comprimido de 5,0 mg contém:
Ramipril………………………………..5,0 mg
excipientes q.s.p……………………1 comprimido
(hipromelose, lactose monoidratada, celulose microcristalina, óxido de ferro vermelho, estearilfumarato de sódio).

Indicações de Ramipril

O Ramipril é destinado ao tratamento de:
-Hipertensão arterial;
-Insuficiência cardíaca congestiva;
-Redução da mortalidade em pacientes pós-infarto do miocárdio;
-Tratamento de nefropatia glomerular manifesta e nefropatia incipiente, em pacientes diabéticos ou não diabéticos;
-Prevenção de infarto do miocárdio, acidente vascular cerebral ou morte por patologia cardiovascular e redução da necessidade de realização de procedimentos de revascularização, em pacientes com alto risco cardiovascular, como coronariopatia manifesta (com ou sem antecedentes de infarto do miocárdio), caso anterior de acidente vascular cerebral ou de doença vascular periférica;
-Prevenção de infarto do miocárdio, acidente vascular cerebral ou morte por patologia cardiovascular, em pacientes diabéticos;
-Prevenção da progressão de microalbuminúria e nefropatia manifesta.

Contra-indicações de Ramipril

Este medicamento é contraindicado:
-em pacientes com hipersensibilidade ao Ramipril, a qualquer outro inibidor da ECA ou a qualquer um dos componentes da formulação;
-em pacientes com histórico de angioedema;
-em pacientes com estenose da artéria renal hemodinamicamente relevante, bilateral ou unilateral;
-em pacientes com quadro hipotensivo ou hemodinamicamente instáveis;
-em pacientes com diabetes ou com disfunção renal moderada a severa (clearance de creatinina -em pacientes com nefropatia diabética que utilizam um antagonista do receptor de angiotensina II (ARAII);
– durante a gravidez.
Deve-se evitar o uso concomitante de inibidores da ECA e tratamentos que utilizem circulação extracorpórea nos quais o sangue entra em contato com superfícies carregadas negativamente, pois este uso pode levar a reações anafilactoides severas. Estes tratamentos extracorpóreos incluem diálises ou hemofiltração com certas membranas de alto fluxo (por exemplo: poliacrilonitrila) e aferese de lipoproteínas de baixa densidade com sulfato de dextrano.
Categoria de risco na gravidez: D. Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica. Informe imediatamente seu médico em caso de suspeita de gravidez.

Interações medicamentosas de Ramipril

– Associações contraindicadas
Tratamentos extracorpóreos nos quais o sangue entra em contato com superfícies carregadas negativamente, como diálise ou hemofiltração com certas membranas de alto fluxo (por exemplo: membranas de poliacrilonitrila) e aferese de lipoproteína de baixa densidade com sulfato de dextrano: risco de reações anafilactoides severas (vide “Contraindicações”).
A administração concomitante de Ramipril com medicamentos contendo alisquireno é contraindicada em pacientes comdiabetes mellitus ou com disfunção renal moderada a severa (vide “Contraindicações”).
Antagonistas do receptor de angiotensina II (ARAII): o uso de Ramipril em combinação com um ARAII é contraindicado em pacientes com nefropatia diabética e não é recomendado em outros pacientes (vide “Contraindicações” e “Advertências e Precauções”).
– Associações medicamento-medicamento não recomendadas
Sais de potássio e diuréticos poupadores de potássio: o aumento da concentração de potássio sérico pode ser precipitado. O tratamento concomitante com sais de potássio ou diuréticos poupadores de potássio (por exemplo: espironolactona) requer monitorização rigorosa do potássio sérico.
Medicamentos contendo alisquireno (vide “Advertências e Precauções – Precauções”).
– Associações medicamento-medicamento que exigem precauções no uso
Agentes anti-hipertensivos (por exemplo: diuréticos) e outras substâncias com potencial anti-hipertensivo (por exemplo: nitratos, antidepressivos tricíclicos e anestésicos): a potencialização do efeito anti-hipertensivo pode ser precipitada (em relação aos diuréticos: vide “Grupos de risco”, “Reações Adversas” e “Posologia”). Recomenda-se monitorização regular do sódio sérico em pacientes recebendo terapia concomitante com diuréticos.
Vasoconstritores simpatomiméticos: podem reduzir o efeito anti-hipertensivo de Ramipril. Recomenda-se monitorização cuidadosa da pressão arterial.
Alopurinol, imunossupressores, corticosteroides, procainamida, citostáticos e outras substâncias que podem alterar o perfil hematológico: aumento da probabilidade de ocorrência de reações hematológicas (vide “Reações Adversas”).
Sais de lítio: a excreção de lítio pode ser reduzida pelos inibidores da ECA. Esta redução pode levar ao aumento dos níveis séricos de lítio e ao aumento da toxicidade relacionada ao lítio. Portanto, os níveis de lítio devem ser monitorizados.
Agentes antidiabéticos (por exemplo: insulina e derivados de sulfonilureia): os inibidores da ECA podem reduzir a resistência à insulina. Em casos isolados, esta redução pode causar reações hipoglicêmicas em pacientes tratados concomitantemente com antidiabéticos. Portanto, recomenda-se monitorização cuidadosa da glicemia durante a fase inicial da coadministração.
Vildagliptina: um aumento na incidência de angioedema foi reportado em pacientes utilizando inibidores da ECA e vildagliptina.
Inibidores do alvo da rapamicina em mamíferos (ex.: temsirolimus): um aumento na incidência de angioedema foi observado em pacientes utilizando inibidores da ECA e inibidores do alvo da rapamicina em mamíferos.
– Associações medicamento-medicamento e medicamento-substância química a serem consideradas:
Anti-inflamatórios não esteroidais (por exemplo: indometacina) e ácido acetilsalicílico: a atenuação do efeito anti-hipertensivo do Ramipril pode ser precipitada. Adicionalmente, o tratamento concomitante dos inibidores da ECA e AINEs (anti-inflamatórios não esteroidais) pode promover aumento do risco de deterioração da função renal e elevação do potássio sérico.
heparina: possível aumento da concentração de potássio sérico.
álcool: aumento da vasodilatação. O Ramipril pode potencializar o efeito do álcool.
Sal: ingestão de sal aumentada pode atenuar o efeito anti-hipertensivo de Ramipril.
Terapia dessensibilizante: a possibilidade e a gravidade das reações anafiláticas e anafilactoides causadas por veneno de insetos estão aumentadas com a inibição da ECA. Considera-se que este efeito também pode ocorrer com outros alérgenos.
– Medicamento-Alimento
A absorção de Ramipril não é significativamente afetada por alimentos.
– Medicamento-Exames laboratorial
Não há dados disponíveis até o momento sobre a interferência de Ramipril em testes laboratoriais.

Efeitos Colaterais de Ramipril

Como Ramipril é um anti-hipertensivo, muitas das reações adversas são efeitos secundários à ação de redução da pressão arterial, que resulta na contra-regulação adrenérgica ou hipoperfusão nos órgãos. Numerosos outros efeitos (por exemplo: efeitos sobre o balanço eletrolítico, certas reações anafilactoides ou reações inflamatórias das membranas mucosas) são causados pela inibição da ECA ou por outras ações farmacológicas comuns a esta classe de fármacos.
A frequência de reações adversas é definida pela seguinte convenção:
Reação muito comum (? 1/10);
Reação comum (? 1/100 a Reação incomum (? 1/1.000 a Reação rara (? 1/10.000 a Reação muito rara ( Não conhecido (não pode ser estimado pelos dados disponíveis).
Dentro da frequência de cada grupamento, os efeitos indesejáveis estão descritos em ordem decrescente de gravidade.

ComumIncomumRaroMuito RaroNão conhecido

Distúrbios
cardíacos

Isquemia miocárdica
incluindo angina
pectoris ou infarto do
miocárdio,
taquicardia, arritmia,
palpitações, edema
periférico.

Distúrbios do
sistema
sanguíneo e linfático

Eosinofilia.

Diminuição na
contagem de:
leucócitos (incluindo

neutropenia ou
agranulocitose),
hemácias,
hemoglobina e
plaquetas.

Depressão da
medula óssea,
pancitopenia, anemia hemolítica.

Distúrbios do
sistema nervoso

Cefaleia,
tontura
(sensação de
cabeça leve).

Vertigem, parestesia,
ageusia, disgeusia.

Tremor,
distúrbio de
equilíbrio.

Isquemia cerebral
incluindo derrame
isquêmico e ataque
isquêmico
transitório,
habilidades
psicomotoras
prejudicadas
(reações
debilitadas),
sensação de
queimação,
parosmia.

Distúrbios
visuais

Distúrbios visuais
incluindo visão
borrada.

Conjuntivite.

Distúrbios
auditivos e do
labirinto

Audição
prejudicada,
zumbido.

Distúrbios
respiratórios,
torácicos e
mediastinais

Tosse seca não
produtiva,
bronquite,
sinusite,
dispneia.

Broncoespasmo
incluindo asma
agravada, congestão
nasal.

Distúrbios
gastrointestinais

Inflamação
gastrointestinal,
distúrbios
digestivos,
desconforto
abdominal,
dispepsia,
diarreia, náusea,
vômito.

Pancreatite fatal
(casos de desfecho
fatal foram muito
excepcionalmente
reportados com
inibidores da ECA),
aumento das enzimas
pancreáticas,
angioedema do
intestino delgado, dor
abdominal superior
incluindo gastrite,
constipação, boca
seca.

Glossite. Estomatite aftosa

Distúrbios renais
e urinários

Insuficiência renal
incluindo falência
renal aguda, aumento
da excreção urinária,
piora da proteinúria
pré-existente,
aumento da ureia
sanguínea, aumento
da creatinina
sanguínea.

Distúrbios

dermatológicos e
do tecido
subcutâneo

Rash

particularmente
maculo-papular.

Angioedema com

resultado fatal
(possivelmente/tornase
potencialmente
letal, raramente um
caso severo pode
evoluir para a
fatalidade), prurido,
hiperidrose
(sudorese).

Dermatite

esfoliativa,
urticária,
onicólise.

Reações de

fotossensibilidade.

Necrólise epidérmica tóxica,

síndrome de
Stevens-Johnson,
eritema multiforme,
penfigo, psoríase
agravada, dermatite
psoriasiforme,
exantema
penfigoide ou
liquenoide ou
enantema, alopecia.

Distúrbios
músculosesqueléticos
e do
tecido
conjuntivo

Espasmos
musculares,
mialgia.

Artralgia.

Distúrbios
endócrinos

Síndrome de
secreção
inapropriada do
hormônio
antidiurético
(SIADH).

Distúrbios
metabólicos e
nutricionais

Aumento do
potássio
sanguíneo.

Anorexia, diminuição
do apetite.

Diminuição do
sódio sanguíneo.

Distúrbios
vasculares

Hipotensão,
diminuição
ortostática da
pressão arterial,
síncope.

Rubor.

Estenose
vascular,
hipoperfusão,
vasculite.

Fenômeno de
Raynaud.

Distúrbios gerais

Dor no peito,
fadiga.

Pirexia. Astenia.

Distúrbios do
sistema imune

Reações
anafiláticas ou
anafilactoides
(reações
anafiláticas e
anafilactoides
severas a veneno de
insetos são
aumentadas sob a
inibição da
ECA),aumento de
anticorpos
antinucleares.

Distúrbios
hepato-biliares

Aumento das enzimas
hepáticas e/ou
bilirrubinas
conjugadas.

Icterícia
colestática,
dano
hepatocelular.

Insuficiência
hepática aguda,
hepatite colestática
ou citolítica (com
desfecho fatal
muito excepcional).

Distúrbios do
sistema
reprodutivo e mamário

Impotência erétil
transitória,
diminuição da libido.

Ginecomastia.

Distúrbios
psiquiátricos

Humor deprimido,
ansiedade,
nervosismo,
inquietação, distúrbio
do sono incluindo
sonolência (torpor).

Confusão.

Distúrbio de
atenção.

Em casos de eventos adversos, notifique ao Sistema de Notificações em Vigilância Sanitária – NOTIVISA, disponível em www.anvisa.gov.br/hotsite/notivisa/index.htm, ou para a Vigilância Sanitária Estadual ou Municipal.

Posologia de Ramipril

A posologia é baseada no efeito desejado e na tolerabilidade dos pacientes ao medicamento. O tratamento com Ramipril é geralmente em longo prazo. A duração do tratamento é determinada pelo médico em cada caso.
– Tratamento da hipertensão arterial
Recomenda-se que Ramipril seja administrado uma vez ao dia, iniciando-se com uma dose de 2,5 mg e, se necessário e dependendo da resposta do paciente, a dose pode ser aumentada para 5 mg em intervalos de 2 a 3 semanas.
A dose usual de manutenção é de 2,5 a 5 mg de Ramipril diariamente. A dose máxima diária permitida é de 10 mg.
Ao invés de se aumentar a dose de Ramipril acima de 5 mg por dia, pode-se considerar a administração adicional de um diurético ou de um antagonista de cálcio.
– Tratamento da insuficiência cardíaca congestiva
A dose inicial recomendada é de 1,25 mg de Ramipril, uma vez ao dia. Dependendo da resposta do paciente, a dose pode ser aumentada. Recomenda-se que a dose, se aumentada, seja dobrada em intervalos de 1 a 2 semanas. Se a dose diária de 2,5 mg ou mais de Ramipril é necessária, esta pode ser administrada em tomada única ou dividida em duas tomadas.
A dose máxima diária permitida é de 10 mg de Ramipril.
– Tratamento após infarto agudo do miocárdio
A dose inicial recomendada é de 5 mg de Ramipril diariamente, dividida em duas administrações de 2,5 mg: uma pela manhã e outra à noite. Se o paciente não tolerar esta dose inicial, recomenda-se que a dose de 1,25 mg seja administrada duas vezes ao dia, durante dois dias. Nos dois casos, dependendo da resposta do paciente, a dose poderá, então, ser aumentada. Recomenda-se que a dose, se aumentada, seja dobrada em intervalos de 1 a 3 dias.
Numa fase posterior, a dose diária total, inicialmente dividida, poderá ser administrada como tomada única diária.
A dose máxima diária permitida é de 10 mg de Ramipril.
A experiência no tratamento de pacientes com insuficiência cardíaca severa (NYHA IV) imediatamente após infarto do miocárdio ainda é insuficiente. Se mesmo assim a decisão tomada for tratar estes pacientes, recomenda-se que a terapia seja iniciada com a menor dose diária possível, ou seja, 1,25 mg de Ramipril, uma vez ao dia, e que a dose seja aumentada somente sob cuidados especiais.
– Tratamento de nefropatia glomerular manifesta e nefropatia incipiente
A dose inicial recomendada é de 1,25 mg de Ramipril uma vez ao dia. Dependendo da resposta do paciente, a dose pode ser aumentada. Recomenda-se que a dose, se aumentada, seja dobrada em intervalos de 2 a 3 semanas.
A dose máxima permitida é de 5 mg ao dia.
Doses acima de 5 mg de Ramipril uma vez ao dia não foram avaliadas adequadamente em estudos clínicos controlados.
– Prevenção do infarto do miocárdio, acidente vascular cerebral ou morte por patologia cardiovascular e redução da necessidade de realização de procedimentos de revascularização em pacientes com alto risco cardiovascular; prevenção de infarto do miocárdio, acidente vascular cerebral ou morte por patologia cardiovascular em pacientes diabéticos ou prevenção da progressão de microalbuminúria e nefropatia manifesta
Recomenda-se a administração de uma dose inicial de 2,5 mg de Ramipril uma vez ao dia. A dose deve ser gradualmente aumentada, dependendo da tolerabilidade do paciente. Após uma semana de tratamento, recomenda-se duplicar a dose para 5 mg de Ramipril. Após outras três semanas, aumentar a dose para 10 mg de Ramipril.
Dose usual de manutenção: 10 mg/dia de Ramipril.
Doses acima de 10 mg de Ramipril uma vez ao dia não foram adequadamente avaliadas em estudos clínicos controlados.
Pacientes com insuficiência renal severa, definidos por um clearance de creatinina
Risco de uso por via de administração não recomendada.
Não há estudos dos efeitos de Ramipril administrado por vias não recomendadas. Portanto, por segurança e para garantir a eficácia deste medicamento, a administração deve ser somente pela via oral.
Populações especiais
Em pacientes com alteração da função renal apresentando clearance de creatinina entre 50 e 20 mL/min/1,73 m² de área de superfície corpórea, a dose inicial é geralmente de 1,25 mg de Ramipril. A dose diária máxima permitida nesses pacientes é de 5 mg de Ramipril.
Quando a deficiência de sal ou líquidos não for completamente corrigida, em pacientes com hipertensão severa, assim como em pacientes nos quais um quadro de hipotensão constituiria um risco particular (por ex.: estenose relevante de artérias coronarianas ou cerebrais), uma dose inicial diária reduzida de 1,25 mg de Ramipril deve ser considerada.
Em pacientes tratados previamente com diuréticos, deve se descontinuar o diurético, no mínimo, 2 a 3 dias ou mais (dependendo da duração da ação do diurético) antes de se iniciar o tratamento com Ramipril, ou que seja pelo menos reduzida gradativamente a dose do diurético. Geralmente, a dose inicial em pacientes tratados previamente com um diurético é de 1,25 mg de Ramipril.
Em pacientes com insuficiência hepática, a resposta ao tratamento com Ramipril pode estar tanto aumentada quanto diminuída. O tratamento com Ramipril em tais pacientes deverá, portanto, ser iniciado somente sob rigorosa supervisão médica. A dose máxima diária permitida nesses pacientes é de 2,5 mg de Ramipril.
Em pacientes idosos, uma dose diária inicial reduzida de 1,25 mg de Ramipril deve ser considerada.
Este medicamento não deve ser mastigado.