Bula Meloxicam

Bula Bioglic
abril 29, 2017
Bula Furosemida Comprimido
abril 29, 2017

Apresentação de Meloxicam

Comprimidos de: 7,5 mg e 15 mg.
Embalagem com 10, 70, 140, 200, 210, 280, 500 e 600 comprimidos.
USO ORAL – USO ADULTO
FÓRMULA
Cada comprimido de 7,5 mg contém: Meloxicam…………………………………………………………………………………………………….. 7,5 mg excipiente q.s.p………………………………………………………………………………………….1 comprimido
Excipientes: lactose, celulose microcristalina, croscarmelose sódica, dióxido de silício coloidal, citrato de só- dio, fosfato de cálcio dibásico, estearato de magnésio e talco.
Cada comprimido de 15 mg contém: Meloxicam……………………………………………………………………………………………………….15 mg
excipiente q.s.p……………………………………………………………………………………… 1 comprimido
Excipientes: lactose, celulose microcristalina, croscarmelose sódica, dióxido de silício coloidal, citrato de só- dio, fosfato de cálcio dibásico, estearato de magnésio e talco.

Indicações de Meloxicam

Tratamento dos sintomas de osteoartrites dolorosas (doenças degenerativas das articulações, artroses). Tratamento dos sintomas da artrite reumatoide.

Contra-indicações de Meloxicam

Pacientes que apresentam hipersensibilidade ao Meloxicam ou a qualquer outro componente da formu- lação não deve fazer uso desse produto. Em alguns casos pode ocorrer sensibilidade cruzada com o ácido acetilsalicílico e outros anti-inflamatórios não-esteroides. Pacientes que apresentam asma, úlcera péptica, insuficiência renal grave não-dialisada, insuficiência hepá- tica grave, angioedema, pólipos nasais ou urticária após o uso de ácido acetilsalicílico não devem utilizar Meloxicam comprimido. Não usar Meloxicam em crianças menores de 12 anos de idade. Não administrar durante a gravidez ou lactação.

Interações medicamentosas de Meloxicam

Há relatos de interações com o lítio, em que foi visto um aumento na concentração de lítio no sangue. É recomendado fazer a monitorização das concentrações plasmáticas do lítio no início do tratamento e um acompanhamento rigoroso. A administração concomitante de Meloxicam comprimido e metotrexato eleva a toxicidade do metotrexato. A monitorização da contagem de células é indicada. Outros anti-inflamatórios, incluindo derivados do ácido acetilsalicílico administrados juntamente com o Meloxicam comprimido podem aumentar o risco de sangramentos gastrintestinais e úlceras, devido a sua ação sinérgica. Os anti-hipertensivos (inibidores da ECA, diuréticos, vasodilatadores e beta-bloqueadores) apresentaram uma redução do efeito quando administrados concomitantemente a anti-inflamatórios, pois inibem as pros- taglandinas vasodilatadoras. O DIU (dispositivo intra-uterino) teve a sua eficácia reduzida quando utilizado com o Meloxicam comprimido. Em pacientes desidratados que fazem uso de diuréticos, o tratamento com anti-inflamatórios está associado a um risco de insuficiência renal aguda. Deve-se certificar uma hidratação ideal no paciente. A administração concomitante de anticoagulantes orais, trombolíticos, ticlopidina e heparina parenteral com Meloxicam comprimido eleva o risco de hemorragias, um acompanhamento médico rigoroso é indispen- sável. A colestiramina acelera a eliminação do Meloxicam, pois se liga a ele no trato gastrintestinal. Os anti-inflamatórios podem aumentar a nefrotoxicidade ocasionada pela ciclosporina aos rins, por meio de efeitos mediados pelas prostaglandinas renais. Em tratamentos combinados deve-se fazer a monitorização da função renal. A administração de Meloxicam comprimido juntamente à cimetidina, antiácidos, furosemida ou digoxina não mostrou interações farmacocinéticas significativas. Interações com antidiabéticos orais não podem ser excluídas. Deve-se considerar interação farmacocinética potencial quando se administra Meloxicam comprimido jun- tamente a outras drogas que inibam ou que sejam metabolizadas por CYP 2C9 e/ou CYP 3A4, visto que o Meloxicam é eliminado quase que totalmente pelo metabolismo hepático.

Efeitos Colaterais de Meloxicam

Relacionada ao trato gastrintestinal foram relatadas em uma frequência acima de 1%, náuseas, vômitos, constipação, flatulência, má digestão, diarreia, dor abdominal e em uma frequência entre 0,1% e 1% altera- ções transitórias dos parâmetros da função hepática, úlcera gastroduodenal, arroto, esofagite, hemorragia gastrintestinal oculta ou macroscópica. Frequência abaixo de 0,1%: perfuração gastrintestinal, colite, hepa- tite e gastrite. Foram relatadas reações dermatológicas como estomatite, erupção cutânea, urticária e prurido. Em relação ao sistema nervoso central verificaram-se dores de cabeça, vertigem, sonolência, zumbido e mancha no campo visual. No sistema hematológico, a reação adversa relatada em uma frequência acima de 1% foi a anemia. Alterações no hemograma, incluindo contagem diferencial de leucócitos, trombocitopenia e leucopenia foram relata- das em uma frequência entre 0,1% e 1%. A administração concomitante de drogas potencialmente mielo- tóxicas, em particular metotrexato, parece ser um fator predisponente para o aparecimento de citopenia. Relacionada ao sistema cardiovascular verificou-se edema em uma frequência acima de 1%. Em uma fre- quência entre 0,1% e 1%, palpitações, rubor facial, e aumento da pressão arterial. No trato geniturinário foi encontrado aumento das taxas sanguíneas de creatinina e/ou de ureia em uma frequência entre 0,1% e 1%. Em uma frequência abaixo de 0,1% foi relatado falência renal aguda. Reações dermatológicas que ocorreram em uma frequência acima de 1% foram prurido e erupção cutânea. Entre 0,1% e 1% foram relatados estomatite e urticária. Em uma frequência abaixo de 0,1%, reações adversas como eritema multiforme, fotossensibilidade, reações bolhosas, necrose epidérmica tóxica e síndrome de Stevens-Johnson foram relatadas. Em relação ao sistema nervoso central, as reações que podem ocorrer em uma frequência acima de 1% são: escotomas e cefaleia. Entre 0,1% e 1%, vertigem, zumbido e sonolência. Alterações no humor, confusão e desorientação foram relatados em uma frequência abaixo de 0,1%. Em uma frequência abaixo de 0,1% foram relatados visão embaçada e conjuntivite. Asma aguda é uma das reações adversas que ocorrem no trato respiratório em uma frequência abaixo de 0,1%. Reações de hipersensibilidade como inchaço da face, língua e lábios, reações de hipersensibilidade imediata, como reações anafiláticas e anafilactoides foram relatadas em uma frequência abaixo de 0,1%.

Posologia de Meloxicam

Em caso de artrite reumatoide administrar 15 mg uma vez ao dia. De acordo com a resposta terapêutica, a dose pode ser ajustada para 7,5 mg, uma vez ao dia. Para osteoartrites, a dose deve ser de 7,5 mg uma vez ao dia. Se necessário, a dose pode ser ajustada para 15 mg, uma vez ao dia. Para pacientes que apresentam insuficiência renal grave, fazendo hemodiálise, a dose diária não deve ul- trapassar 7,5 mg. No tratamento prolongado da poliartrite em pacientes idosos, a dose recomendada é de 7,5 mg ao dia. Em pacientes com risco elevado de reações adversas, sugere-se iniciar o tratamento com 7,5 mg ao dia. A dose máxima para adolescentes é de 0,25 mg/kg. A posologia para crianças ainda não foi verificada, deve-se fazer tratamento com Meloxicam comprimido apenas em adultos e adolescentes. De maneira geral, a dose máxima diária não deve ser superior a 15 mg.