Bula Furosemida Comprimido

Bula Meloxicam
abril 29, 2017
Bula Klimavit
abril 29, 2017

Apresentação de Furosemida Comprimido

Comprimido de: 40 mg Embalagem com: 20 e 500 comprimidos.
USO ORAL – USO ADULTO E PEDIÁTRICO
FÓRMULA
Cada comprimido contém: furosemida…………………………………………………………………………………………………….40 mg excipiente q.s.p…………………………………………………………………………………..1 comprimido
Excipientes: lactose, amido pré-gelatinizado, amido, crospovidona, talco, estearato de magnésio e água pu- rificada.

Indicações de Furosemida Comprimido

Este medicamento está indicado nos casos de hipertensão arterial leve a moderada, edema devido a distúr- bios cardíacos, hepáticos e renais e ainda, edema devido a queimaduras.

Contra-indicações de Furosemida Comprimido

Este medicamento não deve ser usado em pacientes com insuficiência renal com anúria, pré-coma e coma hepático associado com encefalopatia hepática, hipopotassemia severa, hiponatremia grave, hipovolemia (com ou sem hipotensão) ou desidratação, hipersensibilidade à furosemida, às sulfonamidas e aos compo- nentes da fórmula. Furosemida não deve ser utilizado por lactantes.

Interações medicamentosas de Furosemida Comprimido

– Associações desaconselhadas
Hidrato de cloral
Sensação de calor, perspiração, agitação, náusea, aumento da pressão arterial e taquicardia podem ser en- contradas em casos isolados após a administração intravenosa da furosemida dentro das 24 horas da inges- tão de hidrato de cloral. Portanto, não é recomendado o uso concomitante de furosemida e hidrato de cloral.
Antibióticos aminoglicosídicos e de outros medicamentos ototóxicos
A furosemida pode potencializar a ototoxicidade de antibióticos aminoglicosídicos e de outros fármacos ototóxicos. Visto que os efeitos resultantes sobre a audição podem ser irreversíveis, esta combinação de fár- macos deve ser restrita a indicações vitais.
– Precauções de uso
Cisplatina
Existe risco de ototoxicidade quando da administração concomitante de cisplatina e furosemida. Além disto, a nefrotoxicidade da cisplatina pode ser aumentada caso a furosemida não seja administrada em baixas do- ses (por exemplo, 40 mg em pacientes com função renal normal) e com balanço de fluidos positivo quando utilizada para obter-se diurese forçada durante o tratamento com cisplatina.
Sucralfato
A administração concomitante de furosemida por via oral e sucralfato deve ser evitada, pois o sucralfato re- duz a absorção intestinal de furosemida e, consequentemente, seu efeito. Aguardar pelo menos um período de 2 horas entre uma administração e outra.
Sais de lítio
A furosemida diminui a excreção de sais de lítio e pode causar aumento dos níveis séricos de lítio, resultando em aumento do risco de toxicidade do lítio, incluindo aumento do risco de efeitos cardiotóxicos e neurotó- xicos do lítio. Desta forma, recomenda-se que os níveis séricos de lítio sejam cuidadosamente monitorizados em pacientes que recebem esta combinação. Medicamentos inibidores da ECA
Pacientes que estão recebendo diuréticos podem sofrer hipotensão grave e deterioração da função renal, incluindo casos de insuficiência renal, especialmente quando um inibidor da ECA ou antagonista do receptor de angiotensina II é administrado pela primeira vez ou tem sua dose aumentada pela primeira vez. Deve-se considerar a interrupção da administração da furosemida temporariamente ou ao menos reduzir a dose de furosemida por 3 dias antes de iniciar o tratamento ou antes de aumentar a dose de um inibidor da ECA ou antagonista do receptor de angiotensina II.
– Associações a considerar
Anti-inflamatórios não-esteroidais (AINEs): agentes anti-inflamatórios não-esteroides (incluindo ácido acetilsalicílico) podem atenuar a ação da furosemida e sua administração concomitante pode causar insufi- ciência renal aguda no caso de hipovolemia ou desidratação pré-existente. Em pacientes com hipovolemia ou desidratação, a administração de AINEs pode causar uma diminuição aguda da função renal. A toxicidade do salicilato pode ser aumentada pela furosemida.
Fenitoína: pode ocorrer diminuição do efeito da furosemida após administração concomitante de fenitoína.
Antibióticos: a furosemida pode potencializar os efeitos nocivos de fármacos nefrotóxicos nos rins.
Corticosteroides, carbenoxolona, alcaçuz e laxante: o uso concomitante com corticosteroides, carbeno- xolona, alcaçuz em grandes quantidades e uso prolongado de laxantes, pode aumentar o risco de desenvol- vimento de hipopotassemia.
Outros medicamentos, por exemplo, preparações de digitálicos e medicamentos que induzem a síndrome de prolongamento do intervalo QT: algumas alterações eletrolíticas (por exemplo, hipopotas- semia, hipomagnesemia, podem aumentar a toxicidade de outros fármacos (por exemplo, preparações de digitálicos e fármacos que induzem a síndrome de prolongamento do intervalo QT)).
Medicamentos anti-hipertensivos, diuréticos ou outros que potencialmente diminuem a pressão sanguínea: se agentes anti-hipertensivos ou outros fármacos que potencialmente diminuem a pressão san- guínea são administrados concomitantemente com a furosemida, uma queda mais pronunciada da pressão sanguínea pode ser esperada.
Medicamentos como probenecida e metotrexato: probenecida, metotrexato e outros fármacos que, assim como a furosemida, são secretados significativamente por via tubular renal, podem reduzir o efeito da furosemida. Por outro lado, a furosemida pode diminuir a eliminação renal desses fármacos. Em caso de tratamento com altas doses (em particular, tratamento concomitante de furosemida e outros fármacos), isto pode levar ao aumento dos níveis séricos e dos riscos de efeitos adversos devido à furosemida ou à medi- cação concomitante. Antidiabéticos e medicamentos que aumentam a pressão arterial atuando no sistema nervoso sim- pático: os efeitos dos antidiabéticos e medicamentos hipertensores simpatomiméticos (ex: epinefrina, no- repinefrina) podem ser reduzidos.
Teofilina ou relaxantes musculares do tipo curare: seus efeitos podem aumentar.
Cefalosporinas: insuficiência renal pode se desenvolver em pacientes recebendo simultaneamente trata- mento com furosemida e altas doses de certas cefalosporinas. Ciclosporina A: o uso concomitante de ciclosporina A e furosemida está associado com aumento do risco de artrite gotosa subsequente à hiperuricemia induzida por furosemida e à insuficiência da ciclosporina na excreção renal de urato.
Radiocontraste: pacientes de alto risco para nefropatia por radiocontraste tratados com furosemida de- monstraram maior incidência de deteriorização na função renal após receberem radiocontraste quando comparados à pacientes de alto risco que receberam somente hidratação intravenosa antes de receberem radiocontraste.
Alimentos: pode ocorrer alteração da absorção de furosemida quando administrada com alimentos, portan- to, recomenda-se que os comprimidos sejam tomados com o estômago vazio.
Interferência em exames de laboratório: não há dados disponíveis até o momento.

Efeitos Colaterais de Furosemida Comprimido

A furosemida pode levar a um aumento da excreção de sódio e cloreto e consequentemente de água. Adicionalmente, fica aumentada a excreção de outros eletrólitos, em particular potássio, cálcio e magnésio. Distúrbios eletrolíticos sintomáticos e alcalose metabólica podem se desenvolver na forma de aumento gra- dual de déficit eletrolítico ou onde, por exemplo, doses maiores de furosemida são administradas a pacientes com função renal normal, como perda aguda grave de eletrólitos. Os sinais de distúrbios eletrolíticos incluem polidipsia, cefaleia, confusão, dores musculares, tetania, fraqueza muscular, distúrbios do ritmo cardíaco e sintomas gastrintestinais. O desenvolvimento de distúrbios eletrolíticos é influenciado por fatores como doenças de base (por exem- plo: cirrose hepática, insuficiência cardíaca), medicação concomitante (ver item Interações) e nutrição. Em particular, como resultado dos vômitos e diarreia, a deficiência de potássio pode ocorrer. A ação diurética da furosemida pode levar ou contribuir para hipovolemia e desidratação, especialmente em pacientes idosos. A depleção grave de fluidos pode levar a hemoconcentração com tendência ao desenvol- vimento de tromboses. -A furosemida pode causar redução na pressão sanguínea a qual, especialmente se pronunciada, pode cau- sar sinais e sintomas como dificuldade na habilidade de concentração e reação, sensação de cabeça vazia ou ”oca”, sensação de pressão na cabeça, cefaleia, tonturas, sonolência, fraqueza, alterações visuais, boca seca, intolerância ortostática. -Aumento na produção urinária pode provocar ou agravar as queixas de pacientes com obstrução do flu- xo urinário. Portanto, retenção urinária aguda com possíveis complicações secundárias pode ocorrer, por exemplo, em pacientes com alterações do esvaziamento da bexiga, hiperplasia prostática ou estreitamento da uretra. O tratamento com furosemida pode causar aumento nos níveis séricos de colesterol e triglicérides. Pode haver aumentos transitórios dos níveis de creatinina e de ureia sanguíneas. Os níveis séricos de ácido úrico podem aumentar, podendo ocorrer ataques de gota. A tolerância à glicose pode diminuir durante o tratamento com furosemida. Em pacientes com diabetes mellitus, este efeito pode levar a deterioração do controle metabólico; o diabetes mellitus latente pode se manifestar. Reações gastrintestinais como náuseas, vômitos ou diarreia podem ocorrer em casos raros. Em casos isola- dos, podem se desenvolver colestase intra-hepática, aumento nas transaminases hepáticas ou pancreatite aguda. Pode ocorrer também em casos raros, alterações na audição e tinido, embora geralmente de caráter tran- sitório, particularmente em pacientes com insuficiência renal, hipoproteinemia (por exemplo: síndrome nefrótica). Reações cutâneas e nas membranas mucosas podem ocorrer ocasionalmente, sob a forma, por exemplo, de coceira, urticária, outras reações como rash ou erupções bolhosas, eritema multiforme, dermatite esfoliativa ou púrpura. Reações anafiláticas ou anafilactoides graves (por exemplo, com choque) podem ocorrer raramente. Nefrite intersticial, vasculite ou eosinofilia são reações raras. Podem ocorrer raramente febre ou parestesia, e ocasionalmente, fotossensibilidade. Pode ocorrer ocasionalmente trombocitopenia. Em casos raros, pode ocorrer leucopenia e, em casos isola- dos, agranulocitose, anemia aplásica ou anemia hemolítica. Em crianças prematuras, a furosemida pode precipitar nefrocalcinose e nefrolitíase. Caso a furosemida seja administrada a crianças prematuras durante as primeiras semanas de vida, pode aumentar o risco de persis- tência de ducto de Botallo.

Posologia de Furosemida Comprimido

A menos que seja prescrito de modo diferente, recomenda-se o seguinte esquema:
Adultos: o tratamento geralmente é iniciado com 20 a 80 mg por dia. A dose de manutenção é de 20 a 40 mg por dia. A dose máxima depende da resposta do paciente. A duração do tratamento é determinada pelo médico.
Crianças: se possível, a furosemida deve ser administrada por via oral para lactentes e crianças abaixo de 15 anos de idade. A posologia recomendada é de 2 mg/Kg de peso corporal, até um máximo de 40 mg por dia. A duração do tratamento é determinada pelo médico. Caso o paciente esqueça de tomar uma dose, deve tomá-la assim que possível; no entanto, se estiver próxi- mo do horário da dose seguinte deve esperar por este horário, respeitando sempre o intervalo determinado pela posologia. Nunca tome duas doses ao mesmo tempo.