Bula Diclofenaco Colestiramina 70mg

Bula Asmapen
abril 29, 2017
Bula CetomedCompr
abril 29, 2017

Apresentação de Diclofenaco Colestiramina 70mg

Cápsulas de 70 mg: embalagens com 14 e 20 cápsulas.
USO ADULTO – USO ORAL

Indicações de Diclofenaco Colestiramina 70mg

– Como adjuvante no tratamento de processos infecciosos graves, acompanhados de dor e inflamação de ouvido, nariz ou garganta, como por exemplo, nas faringoamigdalites e nas otites, respeitando-se os princípios terapêuticos gerais de que a doença básica deve ser adequadamente tratada. Febre isoladamente não é uma indicação;
– Inflamações pós-traumáticas ou pós-operatórias;
– Dismenorreia primária; – Anexite aguda e subaguda;
– Artrite aguda (incluindo crises de gota);
– Reumatismo de partes moles;
– Inflamações articulares crônicas, em especial artrite reumatoide (poliartrite crônica);
– Estados de irritação nos casos de doenças degenerativas articulares e da coluna vertebral (artroses ativadas e espondilartroses, síndrome cervical, lombalgias, isquialgias);
– Espondilite anquilosante (M. Bechterew) e outras afecções reumatoinflamatórias da coluna vertebral;
– Dores devido a tumores, especialmente em casos de acometimento esquelético ou edema peritumoral inflamatório.

Contra-indicações de Diclofenaco Colestiramina 70mg

Este medicamento não deve ser administrado em casos de: – Hipersensibilidade conhecida ao diclofenaco e/ou a outros componentes da formulação; – Disfunções hematológicas não esclarecidas; – Em pacientes nos quais crises de asma, reações cutâneas ou rinites são precipitadas pelo uso de ácido acetilsalicílico ou outras drogas com ação inibidora da síntese de prostaglandinas; – Pacientes com úlcera gástrica ou duodenal; – Durante o último trimestre da gravidez (veja GRAVIDEZ E LACTAÇÃO). Nos seguintes casos, este medicamento deve ser utilizado somente sob criteriosa avaliação de risco-benefício: – No primeiro e segundo trimestre da gravidez (veja GRAVIDEZ E LACTAÇÃO); – Durante a amamentação (veja GRAVIDEZ E LACTAÇÃO); – Porfiria induzida.

Uso na gravidez de Diclofenaco Colestiramina 70mg

Não há experiência clínica suficiente sobre a segurança do uso do produto durante a gravidez humana. Como não está esclarecido a influência da inibição de prostaglandinas sobre a gravidez, o diclofenaco não deve ser utilizado durante as primeiras 6 semanas de gravidez. – O diclofenaco é contraindicado no último trimestre da gravidez. Devido ao seu mecanismo de ação, podem ocorrer inibição do trabalho de parto, oclusão prematura do ductus arteriosus Botalli, tendência aumentada de sangramento da mãe e da criança e aumento da formação de edema na mãe. – O diclofenaco passa para o leite materno em pequenas quantidades (após doses diárias orais de 140 mg até cerca de 0,1 mg/L). Se possível, deve-se evitar o uso durante o período de lactação.

Interações medicamentosas de Diclofenaco Colestiramina 70mg

– O uso concomitante de diclofenaco colestiramina e preparados à base de lítio ou de digoxina pode elevar as concentrações plasmáticas de lítio ou de digoxina.
– A administração concomitante deste medicamento com diuréticos ou anti-hipertensivos pode diminuir o efeito destas drogas. Em casos de tratamento concomitante com diuréticos poupadores de potássio e diclofenaco pode ocorrer hipercalemia. Portanto, os níveis séricos de potássio devem ser cuidadosamente monitorados.
– A administração concomitante de corticoides ou outros inibidores da inflamação pode aumentar o risco de sangramentos gastrintestinais. O tratamento concomitante com ácido acetilsalicílico leva a uma diminuição da concentração plasmática do diclofenaco. A administração de altas doses (por exemplo, mais de 2 cápsulas) pode causar uma inibição transitória da agregação de trombócitos.
– Deve-se ter cautela quando antirreumáticos não esteroides forem administrados menos de 24 horas antes ou após o tratamento com metotrexato, uma vez que a concentração plasmática de metotrexato pode elevar-se, aumentando assim, sua ação tóxica.
– A ação de antirreumáticos não esteroides sobre as prostaglandinas renais pode aumentar a nefrotoxicidade da ciclosporina.
– Embora os estudos clínicos não tenham mostrado interações entre diclofenaco e anticoagulantes, existem alguns relatos sobre o aumento do risco de sangramento na administração concomitante do diclofenaco com drogas anticoagulantes. Por isto aconselha-se a monitorização desses pacientes.
– Estudos clínicos mostraram que o diclofenaco pode ser administrado concomitantemente com antidiabéticos, sem influenciar a ação clínica destes. Entretanto, foram relatados casos isolados de reações hipo e hiperglicêmicas após a administração do diclofenaco, o que torna necessária uma adaptação da dosagem dos antidiabéticos.

Efeitos Colaterais de Diclofenaco Colestiramina 70mg

– Trato gastrintestinal: podem ocorrer (em cerca de 6 a 14% dos pacientes) distúrbios gastrintestinais como náusea, vômito e diarreia, bem como perdas insignificantes de sangue no trato gastrintestinal, que em casos excepcionais, podem levar à anemia. Ocasionalmente podem ocorrer dispepsia, flatulência, cólicas abdominais, anorexia, assim como úlcera gástrica ou intestinal, eventualmente com sangramento e perfuração e em raros casos com hematêmese, melena e diarreia sanguinolenta. Em casos isolados foram relatados estomatite aftosa, glossite, lesões do esôfago, distúrbios na região hipogástrica (por exemplo, colite hemorrágica não-específica e exacerbação da colite ulcerativa ou da doença de Morbus Crohn) e obstipação.
– Sistema nervoso central: ocasionalmente, podem ocorrer distúrbios do sistema nervoso central como cefaleia, excitação, irritabilidade, insônia, fadiga, obnubilação e tontura. Em casos isolados foram relatadas perturbações da sensibilidade, distúrbios do paladar ou da visão (visão turva ou diplopia), zumbidos e perturbações auditivas reversíveis, distúrbios da memória, desorientação, convulsões, angústia, pesadelos, tremor, depressão e outras reações psicóticas. Em raros casos, sonolência. Em casos isolados foram observados sob tratamento com diclofenaco a sintomática de meningite asséptica com rigidez da nuca, cefaleia, náuseas, vômitos, febre ou turvação da consciência. Pacientes com doenças auto-imunes (SLE, doença do tecido conectivo misto) podem estar predispostos a esta condição.
– Pele: ocasionalmente foram observadas reações de hipersensibilidade como erupções cutâneas e prurido, raramente urticária ou alopecia. Erupções bolhosas, eczema, eritema, fotossensibilidade, púrpura, incluindo púrpura alérgica e reações cutâneas com grave quadro de evolução (síndrome de Stevens- Johnson, síndrome de Lyell) podem ocorrer isoladamente.
– Rins: em casos isolados relatou-se insuficiência renal aguda, alteração da função renal (por exemplo, hematúria) ou outros tipos de comprometimento renal (nefrite intersticial, síndrome nefrótica, necrose papilar).
– Fígado: ocasionalmente pode ocorrer um aumento das transaminases séricas (TGO, TGP). Em casos de tratamento de longa duração podem ocorrer, raramente, lesões hepáticas, hepatite com ou sem icterícia e, em casos isolados, hepatite fulminante mesmo sem sintomas prodrômicos.
– Sangue: distúrbios hematopoiéticos (trombocitopenia, leucopenia, agranulocitose, anemia hemolítica e aplástica) podem ocorrer em casos isolados. Quando do tratamento a longo prazo, deve-se monitorar regularmente o hemograma.
– Outros sistemas orgânicos: raramente ocorreram edemas periféricos, sobretudo em pacientes com hipertensão. Também foram observadas raras reações graves de hipersensibilidade, com sintomas tais como edema facial, tumefação da língua, inchaço da laringe com estreitamento das vias aéreas, falta de ar com risco de crise asmática, taquicardia paroxística e queda da pressão arterial com risco de choque. Se ocorrer algum destes sintomas, que podem aparecer após a primeira administração, a assistência médica é imprescindível. Em casos isolados foram relatadas palpitações, dores no peito e hipertonia.

Posologia de Diclofenaco Colestiramina 70mg

A dose recomendada é de 1 a 2 cápsulas por dia, dependendo da gravidade de cada caso. Recomenda-se para adultos, 1 cápsula 2 vezes ao dia, se necessário. Nos casos de menor gravidade e de tratamentos prolongados, a administração de 1 cápsula ao dia em geral é suficiente. Este medicamento deve ser administrado de preferência durante as refeições com um pouco de líquido, não devendo a cápsula ser partida ou mastigada. A duração do tratamento é determinada pelo grau de gravidade e o tipo da doença. De um modo geral não há limitação de tempo de administração. Este medicamento não é indicado para uso pediátrico.